23 de junho de 2017

the dress

Se existe um vestido perfeito por este mundo fora, não tenho dúvidas de que é este off-the-shoulder com bordado inglês, de Lisa Marie Fernandez, por 985 sapatinhos.
Quem concorda?

22 de junho de 2017

never look back

A partir de hoje, estou, digamos, praticamente de férias.
Weeeeeeeeeeeeeeee!!!!
Mas calma.
Calma.
Não vamos fazer já a festa e deitar foguetes.
Não lhes chamemos férias a 100%, não senhor.
Aliás, fica um pezito ou outro de fora desta bolha gigante e perfeita de ir-para-a-cama-tarde-acordar-às-tantas, passar-o-dia-todo-na-praia-a-fritar-a-pipoca, dar-uns-mergulhos-valentes-na-piscina, ficar-à-vontadinha-na-esplanada, bla-bla-bla.
Ontem, acabou, finalmente, a preparação para o exame de 9º ano de Português (o exame é hoje), mas a segunda fase do de 12º de Português ainda está para vir e, com ela, muitas horas a queimar a pestana. Além do mais, não podemos esquecer um ou outro trabalhito que ficou a braços, à espera de ser terminado. Logo, ainda há mangas para arregaçar.
Por isso, nem tudo o que brilha é ouro...
De qualquer das formas, esta altura do ano é sempre muito bem recebida.
De braços abertos!, para ser sincera.
Sabe bem descansar um pouco, muito!, depois de um ano letivo tão cansativo e agitado.
Agora, que conseguimos parar e respirar fundo (nunca mais via a hora), dá vontade de organizar tudo cá por casa.
De encher dossiers com fotocópias e fichas soltas, arrumar os inúmeros livros que foram saltando das estantes ao longo do ano e foram ficando nos sítios errados e, basicamente, deixar o escritório im-pe-cá-vel.
Apetece dar uma reviravolta ao closet e reorganizar gavetas e reinventar espaços para as roupas de praia poderem respirar à vontade.
É nestes momentos que sabe bem deixar as carteiras e as malas pesadonas de lado e optar por mochilas ou handbags mais leves que dão a sensação de olá-verão-e-horários-flexíveis, adeus-rotinas-rígidas-e-chatas.

20 de junho de 2017

de luto

O tempo é Deus e Senhor.
É-o e sempre o foi.
Põe e dispõe e nós corremos atrás dele, do pau, rebolamos, deitamo-nos, ladramos, fazemos exatamente aquilo que nos pede.
E mais uma vez foi assim.
Foi assim em Pedrógão Grande.
Foi assim com dezenas de homens, mulheres e crianças que foram irremediavelmente ficando por lá.
E magoa o peito só de pensar nisso.
Dá-nos um nó na garganta, pois dá, e as lágrimas maceram-nos os olhos.
Dói.
Não são os meus, são os outros, mas... por acaso, somente por acaso, pois o tempo assim o quis e nós obedecemos.
É difícil não nos imaginarmos ali, perdidos, no meio do fumo e das cinzas e do fogo.
Uma vontade enorme de gritar e tentar arranjar forças sabe-se lá onde.
Tentar salvar os nossos e perder tudo.
Que perder uma casa é sangue e suor, mas perder a família, o marido ou um filho é matarem-nos a nós e, ao mesmo tempo, continuarmos a sofrer.
O país está de luto e sinto-me de luto também.
É tramado ficarmos, ao longe, à distância, a saber que outros sofrem.
No entanto, Portugal não dorme.
Portugal não tem rebolado nem ladrado nem o raio que o parta.
Portugal tem arregaçado as mangas e tem tentado ajudar com tudo o que está ao seu alcance.
Desde domingo que tenho recebido imensas mensagens por Facebook e SMS a pedir que ajudemos junto dos bombeiros, da Cáritas ou através de doações.
Um cêntimo faz a diferença.
Por favor, vamos ajudar, pois juntos fazemos melhor.

19 de junho de 2017

judo é no tatami # 35

Já há muito que não falávamos de Judo por estas bandas; não por uma questão de desleixo ou pouca vontade, mas por falta de disponibilidade de horário para me dedicar mais à divulgação deste desporto que verdadeiramente admiro.
Ontem, realizou-se a 4ª etapa do Torneio Moliceiro 2017, destinada a atletas com idades compreendidas entre os quatro e os doze anos de idade. Este evento, com forte tradição no distrito de Aveiro, juntou seis clubes do distrito.
A Associação 4JUDO Project e a ADREP estiveram presentes com trinta e oito Judocas determinados a arrecadar medalhas e a fazer pegas atrás de pegas e projeções atrás de projeções.
Foi caricato, pois o torneio decorreu na Escola Secundária de Estarreja, escola onde lecionei pela primeira vez, há dezassete anos, e acabou por mexer um pouco no baú das minhas memórias. Vieram à tona lembranças que julgava esquecidas; pequenos fragmentos de nada, mas que me ajudaram a ser quem sou como ser humano e como profissional.
Primeiro, de manhãzinha, carregámos os tapetes, montámos a área, desembalámos os troféus e montámos o pódio e os roll-ups; foi uma estafa!
À tarde, revimos rostos conhecidos de que já tínhamos saudades, conhecemos pessoas novas e assistimos a combates fenomenais de atletas pequeninos em altura, mas grandes em valor.
Fiquei encarregue de tirar as fotografias do evento e, basicamente, andei a correr de um lado para o outro, à pressa, para que tudo ficasse meticulosamente registado.
Um momento marcante foi quando fizemos um minuto de silêncio por respeito às vítimas do incêndio de Pedrógão Grande.
E todos se calaram.
Os grandes e os pequenos.
E até os mais pequeninos de todos.
Foi um momento muito emotivo que arrepiou.
É por tudo isto, e sobretudo pelas pessoas incríveis que fazem desta modalidade uma grande família, que gosto tanto de Judo.
O minuto de silêncio registado nesta foto.

pink

A peça it-pink ultra-feminina que vai fazer a diferença no nosso closet é, por Deus, este vestido com folhos, da Zara, por 29,95 sapatinhos.
Para ser usado com flats, com loafers, com pumps, com ténis, bla, bla, bla...
Estou rendida!

18 de junho de 2017

a espuma do meu café # 43

O garoto a falar com a avó, ao telefone:
Lolinha, queres falar com a Ippon?
(a avó responde qualquer coisa)
Ai não, que não entende. Quando lhe digo "Ippon, toma", ela percebe logo.

17 de junho de 2017

os meus cinco minutos # 13

No meu trépido casulo de conhecidos e amigos e colegas e alunos vou tendo contacto diário com indivíduos de todas as faixas etárias, etnias e maneiras de ser e pensar distintas.
Confronto-me com pessoas inteligentes, profundas e interessantes, pessoas menos interessantes, pessoas tolerantes e outras que viram a cara e cerram os dentes à diferença. 
A propósito disso mesmo, da diferença, é habitual dizerem-me que me visto assim, de forma diferente.
Talvez seja um elogio; nunca perdi muito tempo a pensar nisso, pois sermos todos iguais é algo enfadonho e monótono e inequivocamente entediante.
Ainda no outro dia, ao comentar uma foto de um blog muito conhecido em Portugal, alguém referiu isso mesmo, que me visto de forma singular. 
Claro que sim. 
Ainda bem que sim, pois gostar de moda é isso mesmo.
Gostar de moda não é, de todo, sinónimo de vestir bem; bem, no sentido de ser igual aos outros, à grande massa de seres vivos pensantes, ou ao que é socialmente imposto e tabelado em praça pública. 
Se quisesse vestir-me bem, vestia uma camisa branca, uns jeans justos e uns stilettos todos os dias da minha vida. 
Gostar de moda não é isso. 
Gostar de moda é não ter medo de arriscar. 
É criar.
É não nos importarmos minimamente com o que os outros pensam. 
Gostar de moda é ter atitude. 
É pegar numa criação alternativa, em bruto, de Gucci ou Dior, diretamente de um desfile, e não esperar que sejam os outros a vesti-la. 
É arriscar e usá-la na calçada portuguesa, sem meias medidas. 
Se um blogger não fizer isso, vai ser apenas mais uma pessoa a vestir-se bem e o mundo está irremediavelmente cheio de pessoas a vestirem-se bem...  
Onde está a piada nisso? 
Nem sequer faz sentido.
Não é suposto os bloggers de moda adiantarem tendências, criarem, ousarem?
Não me visto bem, nem é minha intenção fazê-lo. 
A minha intenção é divertir-me e, se inspirar alguém pelo caminho, a ir contra a corrente, a ser diferente por dentro e a ver-se por fora, tanto melhor.

15 de junho de 2017

parka

A parka é o aconchego ideal para as noites mais frias e ventosas deste verão.
Dá um toque sofisticado a qualquer outfit e é muito leve e prática para as caminhadas à beira-mar.
Esta metalizada, da H&M, por 29,99 sapatinhos, é deliciosamente trendy e urbana.

14 de junho de 2017

a espuma do meu café # 42

Mamã, já reparaste que és boa a tudo?
Não, filho, não sou boa a tudo. 
És, és.
Não sou perfeita.
És, és. 
(silêncio)
Só não és boa a tratar de plantas.

13 de junho de 2017

h&m

E já que temos vindo a falar de temperaturas altas e muita pele à mostra, deixo-vos aqui com todos os acessórios e mais algum que devemos levar para a praia este ano. 
Desde lenços (no cabelo ou no pulso), elásticos coloridos, pulseiras, chapéus, paréos, enfim, vale tudo!
Divirtam-se!
copo de plástico com palhinha €6,99
elásticos para cabelo (pack 3) €4,99
ganchos para cabelo (pack 2) €3,99
viseira em palha €12,99
fato de banho €24,99
paréo €5,99
mala shopper €14,99
pulseiras (pack 5) €6,99
lenço em seda estampado €34,99

12 de junho de 2017

o sapatinho foi à rua # 423

E como as promessas são para serem cumpridas, aqui está o meu look com os novos slippers, da Parfois.
Perfeitos e ultra confortáveis.




Ei-los!




11 de junho de 2017

parfois

Tinha-porque-tinha de dizer-vos que comprei estes slippers flats estupendos, de pelo, na Parfois. 
Foram 25,99 euritos muito bem empregues, sim senhor. 
Ainda não os usei, mas quando o fizer, vão ser as primeiras a saber. 
Combinado?

Love at first sight.

10 de junho de 2017

it's all about shoes

Quando chega o verão, tiro sempre meia dúzia de livros das estantes. 
Sabe bem ler!
Um que é indispensável para folhear este verão é It's all about shoes, da fotógrafa Suzanne Middlemass. A sua obsessão por sapatos tinha de ser falada aqui, no vosso Sapatinho, por motivos óbvios.
Esta coleção de fotografias proporciona-nos um desfile de tirar o fôlego dos sapatos mais vistosos que passaram por Paris ou Nova Iorque.
Estou curiosa.
E vocês?
60 sapatinhos, mais coisa, menos coisa.

8 de junho de 2017

prata

Uma das tendências fortes desta estação são os metalizados.
Este biquini, também da Oyho, é super arrojado e é perfeito para uma piscinada valente.
Deslumbrante!
biquini prateado triangular top €17,99
cuecas brasileiras €12,99

7 de junho de 2017

quero este look # 90

Querem ideias frescas para um look veraneano, a puxar a praia e a esplanada?
Estas escolhas giras são todas da Oysho e o destaque vai para o vestido assimétrico, para as cores vibrantes e para os penduricalhos todos.
vestido comprido assimétrico €35,99
chapéu croché €14,99
mala ráfia multicolor 19,99
brincos étnicos €9,99
sandálias com franjas atada €22,99

6 de junho de 2017

os meus cinco minutos # 12

Hoje de manhã, saí do carro carregada de livros, como, aliás, todos os dias. Sentia o corpo pesado como chumbo. Era o manual x, era o caderno y, eram as inúmeras fotocópias soltas, devidamente ordenadas, que os livros engoliam no seu âmago como uma grande dentadura branca e desalinhada. E depois era tentar sair do carro, equilibrar tudo na mão, os livros, a mala, o estojo, a garrafa de água, trancar a porta e procurar a chave da escola entre porta-moedas, telemóveis, pacotes de bolacha, agendas e maquilhagem. Afinal de contas, no meio de tanta tralha, sinto que nunca deixei verdadeiramente a escola, por uma razão ou por outra.
Nisto, uma rajada de vento inusitada, daquelas que nos apanham irremediavelmente desprevenidas e nos reviram as golas e os cabelos e os casacos, fez estremecer as fotocópias adormecidas nos livros, dezenas delas!, que, esbaforidas, conseguiram escapar e voar, num magote, para a estrada. Uma nuvem branca e compacta foi elevada no ar e arremessada em todas as direções, em tiroteio. 
Um carro que por ali passava parou; se não parasse, ficaria sem as minhas fichas e o meu trabalho.
Aqueles segundos pareceram-me horas irremediáveis. 
Seria impossível reaver tudo. 
Então, um senhor e uma senhora dos seus vinte e muitos anos saíram da parte de trás do carro, que continuava parado no meio da estrada. 
Sem me dizerem nada, correram para apanhar as minhas folhas, uma a uma, na beira da estrada, ao longo de muitos metros de asfalto e debaixo dos carros estacionados. 
Correram. 
Baixaram-se. 
Esticaram-se. 
Na realidade, quase se deitaram para chegar a todos os sítios e para me entregarem todas as folhas, uma a uma, em mão.
Eram minhas, as folhas. Não deles.
Agradeci.
Claro.
Uma.
Duas.
Três vezes.
Já repararam que temos o poder de mudar o dia de alguém? 

5 de junho de 2017

mango

A moda é suposto ser isto mesmo: para todas as idades.
A modelo da esquerda está incrível no seu little black dress assimétrico, com folhos.
A da direita tem um bob invejável e a camisa e as calças assentam-lhe que nem uma luva.
Espero que isto das modelos mais velhas não seja apenas uma moda e desapareça tão depressa como chegou.
Seria uma pena.
Irrepreensível.

4 de junho de 2017

really?!!!

Hoje, quando acordei, tinha uma mensagem amorosa do homem a dar-me os bons dias e a dizer-me que tinha o pequeno-almoço pago na padaria perto de casa.
Se fosse um gato, ronronava.
Sabe tão pouco ser feliz!
O meu abatanadinho pingado e a minha torradinha-fofa em pão biju!

está na berra # 47

Convenhamos, o fato cor de rosa está mais na moda do que ananases e tigres e assimetrias conjugados.
Juro.
Encheu as passerelles desta estação e já é protagonista das runways do próximo outono.
Deve ser usado de forma sofisticada e com acessórios à altura, como por exemplo, um cap em pele, um punhado de pins ou um obi tchanam!
Este exemplar de Oscar de La Renta do próximo outono/ inverno é perfeito!


3 de junho de 2017

caderneta de cromos # 11

Estava a estudar Português com um garoto de onze anos, do quinto ano, e pedi-lhe que escrevesse uma história, com um mínimo de cento e quarenta e um máximo de duzentas palavras, que tivesse como personagem principal uma estrela-do-mar e que começasse assim:

Era uma vez uma estrela-do-mar que vivia num mar de águas tranquilas. Certo dia, quando veio a maré baixa, ela viu algo que a deixou profundamente curiosa.

E o garoto escreveu isto:

Era um cotonete. A estrela-do-mar pegou no cotonete e trincou-o. Contudo, como não sabia muito bem, enfiou-o pelo nariz adentro. Para seu espanto, funcionou (deu para tirar  todos os estrelacosmulacos*1 do nariz). Então, ela chamou-o de "tiraloures de estrelacosmulacos cósmico".
A notícia espalhou-se rapidamente. Todos queriam comprar o, na nossa língua, cotonete!
- Meus amigos - disse ela - , este cotonete custa 25,22 menos 42,52 euros marinhos, ou seja, 2 euros.
Então, a estrela-do-mar tornou-se logo rica e popular.
Mais tarde, o seu filho, estrela-do-mar-com-tomates inventou o "cotenoto", que servia para limpar o estrelume*2 e ficou também igualmente rico e famoso.
Assim, a família estrela-do-mar e/ ou estrela-do-mar-com-tomates ficou rica, famosa, feliz e limpinha para sempre.
Estrelim*3!

*1 - macacos do nariz da estrela-do-mar e outros animais marinhos
*2 - cerume da estrela-do-mar e outros animais marinhos
*3 - "Fim", em linguagem de estrela

P.S. - Por acaso, o garoto é o meu filho...

2 de junho de 2017

chapelaria

Adoro chapéus.
É verdade.
Cada vez mais.
São giros e divertidos e acabam por dar um toque fresco e veraneante ao nosso outfit.
Para além do mais, são ótimos para nos protegerem dos raios solares.
Estive a dar uma olhadela aos chapéus de palha da H&M e fiquei com vontade de ter... todos.
Este pequerrucho custa penas €9,99.
É descontraído e ficava perfeito com uns calções de linho.
Esta coisinha fofa custa apenas 12,99 sapatinhos e tem um ar mais doce e romântico.
Usava-o com um vestido às flores e uns jelly-shoes amarelos.

 Este rasteirinho custa €14,99 e ficava simplesmente a matar com um jumpsuit largueirão.
Este é o meu preferido. 
Combinava-o com um vestidão comprido de renda branco. 
Custa €19,99 e é lindo de morrer.

Este jeitoso fica por 12,99 sapatinhos.
É original e atrevido.
Ficava o máximo com um estilo safari e com um batom da mesma cor da fita, não acham?

Adoro-os!