21 de janeiro de 2017

está na berra # 44

Meninas, estão a ver este modelito de calças, com o elástico a passar por baixo dos sapatos, do tempo dos nossos pais ou avós ou whoever?
Pois bem, vai ser a nova estrela da próxima estação, primavera/ verão.
São feias? Horríveis, até? 
Repensem lá isso, pois, acreditem, vieram para ficar.
As malonas XXXXL, assim como quem vai à praça ao sábado de manhã e pensa enfiar meio quilo de babatas lá dentro, também estão ao rubro. 
P.S. - dedico este post à Lia que, assim que soube desta tendência, correu logo a avisar-me que o mundo estava perdido!

20 de janeiro de 2017

sapatinho fit... ou talvez não # 74

Hoje, fui levar a criança à escola e toca de aproveitar um tempinho de qualidade no parque de Aveiro.
Ainda pensei dar umas corridas, mas já não me mexo há tanto tempo, que esta possibilidade estava completamente fora de questão, se quisesse sair dali com saúde e com alguma dignidade, isto é, pelos meus próprios meios.
Então, peguei nos meus headphones (que já estão a ficar velhotes e precisam, urgentemente, de uns substitutos) e lá fui ouvindo a RFM, enquanto fiz apenas (sim, eu sei, a-p-e-n-a-s!!!) uma caminhadita.
Caramba, pá, vocês também não perdoam uma!
Uma pessoa tem a iniciativa de mexer uma palha e vocês acham sempre que é pouco!
Calma!
Dei 5 voltas ao parque, a ritmo acelerado.
No final, senti-me muito bem.
Não fiquei propriamente cansada, nem com o coração aos pulos.
Ou seja, após meia horita a dar à perna, ainda conseguia falar conscientemente e ser compreendida por qualquer ser humano sem qualquer dificuldade.
Claro que não me vou pôr à sombra da bananeira o tempo todo e dedicar-me, exclusivamente, a caminhadas, ok?
Penso retomar o meu ritmo de corridas-pareço-uma-lesma-a-arrastar-me, o quanto antes.
Sou ambiciosa, portanto.
O meu objetivo é fazer exercício diário.
Quem está comigo?

Com o frio, nem os patos se viam cá fora!

19 de janeiro de 2017

o sapatinho foi à rua # 385

Os dias continuam frios, frios, frios e apetece-me usar cores mais escuras e quentes.
Nestes dias, não dispenso um agasalho bom que me conforte.
Optei pelo preto em look total, ainda sem grande disposição para tons mais alegres.
As saias compridas usam-se cada vez mais, independentemente da ocasião e do estilo de cada um.
Brrrr...


18 de janeiro de 2017

os meus cinco minutos # 6

Na segunda feira, fomos assaltados.
Estou triste, revoltada e impotente.
Sinto um nó na garganta.
É quase impossível imaginar que alguém tenha entrado em nossa casa, tenha mexido nas nossas coisas, chocalhado o recheio das gavetas, dos armários, das estantes e deixado tudo em pantanas.
É horrível chegarmos a casa e vermos o chão amontoado de tudo e objetos caídos e partidos, e ter a noção, nesse exato instante, de termos sido assaltados.
Ficamos incrédulos e sem saber o que fazer.
O nosso cão que, sempre que chegamos, dá sinal e ladra e salta e chama por nós, desta vez, não está ali e não sabemos o que pensar ou o que sentir.
Não sabemos sequer se o assaltante ainda se encontra em casa.
Ficamos desorientados.
E, então, começamos a espreitar debaixo das camas e atrás das portas, para ver se está lá alguém escondido e suspiramos de alívio quando reparamos que, ali, naquele instante, naquela cama e atrás daquela porta não está lá ninguém.
Mas ainda faltam mais camas e muito mais portas.
Depois, temos de atravessar o corredor e percorrer as divisórias, uma a uma, palmilhá-las com o coração acelerado, a bater muito rápido.
Tão rápido que parece que vai saltar pela boca.
Mas não salta.
Então, chegamos ao nosso quarto e não parece o nosso quarto.
Encontramos uma pilha de roupa esventrada em cima da cama.
Caixas em cima da cama.
Bugigangas em cima da cama.
Pegadas de sapatos sujos em cima da cama.
Vernizes partidos no chão.
O guarda-fatos revirado e despido.
E as gavetas abertas.
Que estavam fechadas antes de sairmos de casa.
E agora estão abertas.
E faltam coisas lá.
Dá-nos um nó na garganta.
De repente, sentimos um movimento estranho na casa de banho e sentimos que está lá alguém.
Temos medo, mas, sem saber como, conseguimos arranjar forças e abrimos a porta.
Afinal, não é o assaltante.
Não, não é.
É o cão que trancaram ali e, graças a Deus, está bem.
É a cadela.
É a nossa Ippon.
Que está assustada.
Que treme por todos os lados e que se atira a nós, de contente.
Está feliz por nos ver e parece dizer "finalmente".
Realmente, é impossível descrever o que vimos e o que sentimos.
Precisava de desabafar isto convosco.

17 de janeiro de 2017

mini bags

As mini bags andam por aí. Embora queiramos levar o mundo às costas, com os nossos malões gigantescos, de vez em quando, apetece-nos flutuar pelas ruas, com uma mala leve, a tiracolo.
Elas usam-se coloridas e geométricas, texturizadas, metalizadas, com statements ou com formas caricatas. São ideais para começarmos um novo ano cheias de energia.
Ei-las aqui!

elephant striped leather shoulder bag, Loewe €990,00
floral small leather shoulder bag, Gucci €1350,00
mala a tiracolo de pele com acabamento de crocodilo, Massimo Dutti €99,95
mini bucket bag preto, Mansur Bavriel €350,00
mala tiracolo pretty kitty, Stradivarius €17,95
mini mala a tiracolo em forma de coração, Pull & Bear €15,99
mala pequena de pele metalizada, Bershka €19,99

16 de janeiro de 2017

aveiro no coração # 11

Aveiro tem muitas ruas, mas tem uma com nome de mulher.
É a rua do Palhuça, que quem é de Aveiro sabe que aquele sempre foi o restaurante de referência para a nossa rica caldeirada de enguias.
Simone de Beauvoir, precursora da chamada "segunda vaga" feminista, disse, um dia, que "uma pessoa não nasce mulher, torna-se mulher". Esta frase faz parte da sua obra marcante Segundo Sexo que se debruça nos estudos de género, reforçando a diferença entre sexo e género e salientando a ideia de que a identidade da mulher é construída ao longo do tempo.
Assim aconteceu com Antónia Rodrigues ou, como ficou conhecida, a heroína de Mazagão.
Nascida entre 1560 e 1562, era filha de Simão Rodrigues, marinheiro, e de Leonor Dias, mulher e, sendo só mulher, não tinha profissão.
Dizia-se que era muito bonita e cheia de vida.
Por motivos financeiros, por volta dos dez ou quinze anos, foi viver para Lisboa, para casa de um irmão. Para ela, as lides de casa a que o irmão a obrigava eram um tormento e começaram as discussões e os maus tratos. Certo dia, vestiu um fato de marujo e, assim disfarçada de rapaz, correu para a Praça da Ribeira, para tentar desembarcar nalgum barco que por aí estivesse fundeado. Quando lá chegou, deparou-se com uma caravela atracada, carregada de trigo, cujo destino era Mazagão.
Mazagão era uma das praças mais importantes do Norte de África, situada junto da costa de Marrocos, fortificada pelos portugueses, que desempenhou papel preponderante, durante o século XVI.
Sob o nome de António Rodrigues, acabou por ser contratada como grumete da caravela.
Em abril, deixou o país.
António desempenhava os trabalhos a bordo de forma irrepreensível.
Cumpria todas as ordens com grande agilidade e aguardava-o, certamente, um futuro promissor na marinha portuguesa.
Mal desembarcou em Mazagão, dirigiu-se ao capitão da Fortaleza e pediu-lhe que o deixasse apresentar praça como soldado.
E assim aconteceu.
De imediato se habituou ao manejo das armas e aos exercícios da vida militar e rapidamente se distinguiu, novamente, pelo seu valor.
Um dia em que se encontrava de sentinela, António ouviu um rumor de vozes e passos longínquos. Suspeitou logo que os marroquinos se preparavam para deitar fogo às searas que rodeavam a fortaleza. Foi, então, bater à porta do capitão, pedindo-lhe que o deixasse sair ao encontro do inimigo. O capitão, admirado com tamanha coragem, deixou-o partir, comandando alguns camaradas por ele escolhidos. Conseguiram, assim, surpreender os mouros que foram vencidos, ainda que em número superior.
António passou a ser um herói.
Daí em diante, fazia parte de todas as missões arriscadas.
Ao fim de dois anos de serviço, o governador decidiu mandá-lo assentar praça como cavaleiro, dando-lhe soldo e mantimento conforme a sua nova condição. E, enquanto cavaleiro, António voltou a destacar-se. Montava admiravelmente e a sua bela figura contribuía para a sua fama de homem educado e de nobres sentimentos. Posto isto, não demorou a despontar grandes paixões. Para dar mais credibilidade ao seu disfarce, correspondia a uma ou a outra rapariga.
Todavia, foi quando a filha de D. Diogo de Mendonça, um dos principais cavaleiros da praça de Mazagão, se apaixonou por ele que a sua condição se tornou melindrosa. Só quando o pai lhe ofereceu a filha em casamento, tomou consciência da gravidade da situação e teve de contar toda a verdade. Depois de ter sido censurada pelo governador, este mandou-a vestir roupas apropriadas e enviou-a para casa de uma família, naquela mesma praça.
Ao saber-se da história em Mazagão, todos a quiseram cumprimentar pela valentia demonstrada e até as donzelas enganadas que lhe ofereceram a sua amizade.
Antónia acabou por casar com um cavaleiro que se encontrava em serviço em Mazagão. Pouco tempo depois, voltou a Portugal, onde a esperavam honras e distinções. Filipe II, que então reinava, quis conhecê-la pessoalmente e galardoou-a pelos seus serviços. Mais tarde, acabou por tomar um filho de Antónia como moço da sua câmara real.
Enquanto mulher, nunca mais se ouviu falar de Antónia.
Enquanto aveirense e enquanto mulher, sinto orgulho de conhecer a sua história.

Amo Aveiro!

15 de janeiro de 2017

courrier

O Courrier de janeiro abre as portas ao novo ano com uma edição especial dedicada às mulheres e à sua luta incessante por um lugar na história.
Assim, a capa deste mês é o desenho de uma mulher em jeito de super heroína e o conteúdo é, como sempre, fantástico.
Se puderem, deem uma olhadela a este número, ainda que na diagonal, que não se vão arrepender.
Muitas vezes, a história é escrita por anónimos ou pessoas das quais nos esquecemos e dela fazem parte, seguramente,  as mulheres.
As mulheres e os homens são diferentes e, infelizmente, a conquista de direitos por parte do sexo feminino ainda tem muito para andar.
Por isso, sim, deve haver um dia dedicado a nós, pelo menos, por enquanto. Pelo menos enquanto recebermos um salário inferior ao dos homens, ou tivermos menos direitos, seja aqui, seja no outro lado do mundo.
Se repararem,  a maior parte das vezes, os relatos de acontecimentos passados centram-se em reis, heróis e generais, mas esquecem-se de nomes que fizeram a diferença, como Joana d'Arc, Madame Curie, ou Sarla Thakral, kathrine Switzer e Annie Lumpkins.
As mulheres portuguesas têm também o seu destaque na história do país e do mundo, seja Agustina Bessa Luís, Sophia de Mello Breyner, Josefa de Óbidos ou até mesmo a grande Antónia Rodrigues, de Aveiro, que desconfio que muitos aveirenses ou, atrevo-me, a grande maioria desconheça (e da qual irei falar no próximo post).
Aqui, no Sapatinho, Mulher escreve-se com um "M" maiúsculo.
Dedico este post a todas as mulheres que lutam para merecer o seu lugar na história e na sociedade.

14 de janeiro de 2017

o sapatinho foi à rua # 384

Embora tenha sempre trabalho ao fim de semana, ossos do ofício, já se sabe, acabo por andar bem mais descontraída.
O pequeno-almoço dura sempre um bom bocado e sabe bem melhor.
Não abro mão das minhas torradas com manteiga e do meu abatanado pingado, a escaldar, para me dar alento nestes dias mais frios.
Hoje, o look foi confortável. 
Tenho usado mais vezes saltos rasos, para o trabalho e não só.
O lenço com a flor, que improvisei com uma pregadeira que tinha à mão, dá um twist giro ao outfit.



13 de janeiro de 2017

seleção

O meu desafio foi, desta vez, fazer uma seleção muito meticulosa de sapatinhos giros e cheios de estilo da nossa Seaside.
A escolha criteriosa baseou-se em modelos práticos e sofisticados, para um dia-a-dia muito atribulado.
O budget dá para todos os bolsos.
Amo!

sapato alto metalizado €22,99
sapato desportivo €22,99
loafers pretos €19,99
sapato raso dourado €24,95
botim de pele com salto €44,50

12 de janeiro de 2017

óculos

Adoro cada vez mais óculos de sol.
Para mim, são mais do que um acessório de moda.
São um bem essencial, sinónimo  de conforto, mesmo para os dias mais acinzentados, sem o sol a bater-nos à bruta.
Meti o olho nestes cat-eye da Gucci, no Net-a-Porter, e, pergunto-vos, existe coisinha mais fofa?
Existe?
530 sapatinhos e não se fala mais nisso!